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Sardinha Pequenina

A Sardinha Pequenina tem como propósito contar histórias de gente real, aliando o poder da palavra escrita à qualidade e originalidade dos produtos. As pessoas reais inspiram-nos!

O cego e o médico

25.08.21

Cruzei-me com ele por acaso.

Certamente o destino tinha marcado hora para nós.

Silenciosamente, ouvi-o.

Os seus olhos atraiçoaram-no.

Via com muita dificuldade.

Tropeçava aqui e ali. E também acolá.

As portas de vidro, limpas e reluzentes, eram um desafio.

Mas, apesar do caminho ser feito de gigantes obstáculos, ele sorria.

Conversador e sorridente - ele era assim. Tão, tão sorridente.

Confiante de que alguém que não pertence a este mundo colocara pessoas certas na sua vida. Como o seu médico.

Ele que o abraçara após a última cirurgia.

E que lhe havia prometido apoiá-lo, garantindo que lutaria ao seu lado para que tivesse direito aos seus direitos.

A sua história comoveu-me. Era mais um no meio da multidão.

Mas a cegueira que toldava os seus olhos, tinha-lhe trazido o poder de ver melhor com o coração.

Madrinha

17.08.21

Dá-lhe a mão. E guia-a. 

Quando eu estiver a ver. E quando eu não poder estar por perto.

Conta-lhe como a imaginaste. E quão feliz ficaste quando a abraçaste pela primeira vez.

Pequena e frágil. Tão tua.

O teu coração saltou de felicidade quando viste o seu sorriso.

E quando começou a gatinhar.

Canta com ela. Leva-a a passear.

Observa-a enquanto se baloiça. E ensina-a a observar as flores e os animais.

Chama-a de princesa. E rodopia com ela sempre que ela assim o desejar.

Enche-te de paciência mas nunca, nunca deixes uma das suas mil perguntas sem resposta. 

E, por favor, conta-lhe as nossas histórias. Revela-lhe o motivo pelo qual és tu a escolhida.

Foste eleita para amar. Porque é ao teu colo que eu confio a minha filha se no meu ela não se poder aninhar.

 

 

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Era uma vez ...

09.08.21

Era uma vez uma Avozinha.

Trazia com ela o aroma dos bolos caseiros.

As suas mãos, enrugadas pelo tempo, eram quentes.

E nos seus abraços cabia o mundo.

Costurava. Cozinhava. Jardinava.

Tudo fazia com amor.

Gostava de receber os seus netos. Oferecia-lhes sempre um sorriso. 

Protegia os seus netinhos de lobos, monstros e vilões. 

E quando os aconchegava na cama, guardava-os como se fossem um precioso tesouro. 

A Avozinha, uma das personagens principais em todas as histórias da vida dos seus netos, era única.

 

 

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