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Sardinha Pequenina

A Sardinha Pequenina tem como propósito contar histórias de gente real, aliando o poder da palavra escrita à qualidade e originalidade dos produtos. As pessoas reais inspiram-nos!

Essa gente

13.09.22

Gosto de gente desalinhada. Que teima em desenhar as suas próprias rotas. Que dança pela vida. Que canta em dias de chuva. E que se emociona com gestos simples.  

 

Gosto de gente que surpreende. Que, por parecerem ser nada, são tudo. Pelo que são. Pelo que dão.

 

Gosto de gente com voz. Com alma. Com mente irrequieta. Gente que é gente. Que faz da sinceridade coluna vertebral. E da valentia o compasso do coração.

 

Gosto de gente de sorriso fácil. De lágrima honesta. De olhos que falam. Gente que grita. Que sorri. Que chora. Que erra. Que beija. Que abraça. Que perdoa.

 

Gosto de gente cujos pedestais são feitos de respeito dos outros. Construídos com o carinho daqueles que conquistaram. Certamente essa gente, que é gente especial, vive mais perto do céu por fazer a diferença na terra.

 

Escrita terapêutica: como matar fantasmas com papel e lápis?

28.07.22

Já agarrou num papel, num lápis e escreveu livremente? Sem se preocupar com julgamentos, com a estrutura do texto ou com as regras gramaticais? Sentiu que, após escrever, o coração ficou mais leve e a mente mais organizada? Então já experienciou os benefícios da escrita terapêutica!

A escrita terapêutica consiste no ato de utilizar a escrita como ferramenta de terapia, uma vez que através dela é possível aprender a lidar com a ansiedade, aumentar o autoconhecimento, compreender emoções e detetar necessidades. 

Foi na escrita que eu me (re)encontrei: pessoal e profissionalmente. Por esse motivo, mantenho alguns hábitos que me ajudam a produzir regularmente conteúdo - muito do qual é partilhado através da Sardinha Pequenina - e que aqui partilho:

1) Escolho um local e momento para escrever: eu escrevo quase sempre à noite e em silêncio. Quando todos estão a dormir, eu pego no papel, no lápis e escrevo. É a fase do dia em que me sinto mais capaz de partilhar o que sinto e o que penso.
2) Registo todas as ideias: os temas sobre os quais escrevo surgem naturalmente ao longo do dia. Para não me esquecer de nenhum tópico, uso o telemóvel ou um pedaço de papel para registar as ideias e mais tarde, com calma, escrevo sobre elas.
3) Escolho o suporte onde quero escrever: eu elegi um pequeno caderno verde. Mais tarde, após escolher os textos que quero partilhar publicamente, escrevo-os no computador. 
4) Escrevo sem regras e sem julgamentos: quando escrevo, faço-o sem "filtros". Escrevo de forma simples e sem medo do que outros poderiam pensar ao ler os meus textos. 
5) Respeito o meu próprio tempo: nem sempre consigo escrever quando quero. Quando assim acontece, paro e tento mais tarde. 

Acredito que escrevemos para descobrir quem somos, para (re)inventarmos as nossas vidas e para matarmos os nossos fantasmas. Por isso, escreva. Vai valer a pena!

 

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A neta da minha avó

06.07.22

A neta da avó nasceu.

E os dias não mais foram iguais.

Tal como o céu. Tal como o aroma das flores.

Tudo mais belo. E intenso.

 

A neta da avó tornou-se tesouro precioso.

Protegida. Amada. Cuidada.

E o coração tornou-se casa: onde todos os momentos se encaixavam.

 

A neta da avó cresceu.

Ao ritmo das cantigas de sempre.

A molhar os pés na água da mangueira.

A misturar sabores com a colher de pau.

A ensopar o pão na tigela de leite.

A deleitar-se com gemas com açúcar.

A fazer magia com as claras, transformando-as em castelos deslumbrantes.

 

A neta da avó embarcou em aventuras.

Em pequena, num autocarro que percorria a cidade, fingia voar.

Já grande, aos ombros da vida corrida, guardava na memória o toque dos velhos caracóis brancos enrolados nas suas pequenas mãos de cabeleireira.

E nesse momento sabia que podia ser quem quisesse: cabeleireira ou heroína.

 

Hoje, a neta da avó deve-lhe muito.

Deve-lhe, principalmente, a lembrança dos seus eternos olhos verdes.

Cheios do mundo que quis ver e contar à sua neta.

Cheios de dignidade que a dura sina lhe impôs.

Mas sempre, sempre, cheios de amor.

 

A neta da avó guardará, para sempre, memória sua.

Sou eu a neta. E tu, a minha Avó.

 

 

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Neto

05.07.22

Um neto é um livro de aventuras.

Nele, um pirata. Um príncipe. Um ninja.

Audaz espadachim. Valente herói.

 

Um neto é uma surpresa constante.

Assombro ao contemplar as cores do arco-íris.

Fascínio ao observar as mil texturas dos insetos.

 

Um neto é doçura.

Prazer de um beijo peganhento.

Gargalhada ao ver um bigode de leite.

E o nariz pintado de massa de bolo.

 

Um neto é carinho.

É a mão na mão.

E o abraço onde cabe o mundo inteiro.

 

 

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